O meu problema é não saber o quero, aqui e agora. Mas eu sei que sei o que quero! Tenho medo de o assumir e de lutar. Quando decido lutar, prefiro acreditar que no fundo não é isso que quero. É mais fácil ficarmos no nosso canto. Eu não era assim. Sempre fui de lutar. Sempre quis ser a melhor. Não para que os outros me elogiassem, mas para eu me sentir bem comigo, para me sentir concretizada, para dizer "Eu lutei e eu consegui!". Agora dou por mim, aqui. Sem vontade de ser a melhor ou simplesmente ser melhor. Mas sabes o que é? Tudo me puxa para trás! Para baixo. Tudo. A vida, as pessoas. Posso estar a ser um pouco injusta com elas, com as duas, tanto com a vida como com as pessoas. Entristece-me que as pessoas que eu mais queria que me dissessem, "não desistas!", não queiram saber. E dá-me medo e vontade de fugir quando depois me dizem "vai à luta!". Fico triste quando me prendem, e fico triste quando me soltam. Se na primeira sinto que não me querem deixar voar, na segunda sinto que não se importam que eu sai da vida deles. Confuso? Sim, eu sou um ser confuso. Se calhar, não sei mesmo o que quero.
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domingo, 23 de outubro de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
Far, far, far away. From everything, from everybody.
Há dias que não são dias, e há dias em que só me apetece deixar tudo para trás e ir para bem longe.
Longe, onde tudo será novo
Longe, onde nada está vivido
Longe desta vida, deste jogo
Longe, deste coração perdido.
domingo, 19 de setembro de 2010
Damn!
Diz que tenho que pensar assim:
Primeiro eu e depois nós.
Sei que é uma fase muito importante em que tenho que me concentrar em mim, tenho que olhar pelo meu futuro e tudo e tudo. Só não sei se sou capaz de fazer isso sem ti. Tenho o teu apoio. Mas não consigo por-nos de lado, em standby durante um ano ou dois, ou talvez mais. Isso é tempo suficiente para que tudo deixe de fazer sentido.
Hum. Estou confusa!
Primeiro eu e depois nós.
Sei que é uma fase muito importante em que tenho que me concentrar em mim, tenho que olhar pelo meu futuro e tudo e tudo. Só não sei se sou capaz de fazer isso sem ti. Tenho o teu apoio. Mas não consigo por-nos de lado, em standby durante um ano ou dois, ou talvez mais. Isso é tempo suficiente para que tudo deixe de fazer sentido.
Hum. Estou confusa!
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Velhice

A velhice das palavras é mais velha de todas as velhices
Qual lágrima que escorre e corre, primeiro em frente
Depois encontra rugas, uma hoje outra amanhã
E já não vai em frente, mas curva cada estória
Que ficou para trás na história mas é presente no coração
As palavras não se esgotam e duram para sempre
São marcos diários que envelhecem na sua invenção
Pormenorizada ou em rima como uma canção
Canção velha, de há muitos anos, que traz memórias
Que faz lembrar estórias e histórias
Que fazem sorrir, rugas de expressão
Sentimentos antigos, livres da moderna formatação
Velhos são os trapos!
Os antigos são guapos!
Perfeitas rugas de perfeitas velhices
De quem chega ao fim mas que não é vazio
Nem há vácuo, nem está preso por um fio
De contos esquecidos ou ignorados
Memórias e pensamentos honrados
Conta-me histórias! Ela conta histórias
Que jamais outro alguém irá viver.
A velhice é de quem chega lá
É vida, vivência, experiência, sofrimento e dor
Saudade, alegrias mil, lágrimas de amor
A Deus e aos seus.
Qual lágrima que escorre e corre, primeiro em frente
Depois encontra rugas, uma hoje outra amanhã
E já não vai em frente, mas curva cada estória
Que ficou para trás na história mas é presente no coração
As palavras não se esgotam e duram para sempre
São marcos diários que envelhecem na sua invenção
Pormenorizada ou em rima como uma canção
Canção velha, de há muitos anos, que traz memórias
Que faz lembrar estórias e histórias
Que fazem sorrir, rugas de expressão
Sentimentos antigos, livres da moderna formatação
Velhos são os trapos!
Os antigos são guapos!
Perfeitas rugas de perfeitas velhices
De quem chega ao fim mas que não é vazio
Nem há vácuo, nem está preso por um fio
De contos esquecidos ou ignorados
Memórias e pensamentos honrados
Conta-me histórias! Ela conta histórias
Que jamais outro alguém irá viver.
A velhice é de quem chega lá
É vida, vivência, experiência, sofrimento e dor
Saudade, alegrias mil, lágrimas de amor
A Deus e aos seus.
Para a Fábrica de Letras
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
A vida é bela.
Ela caminhava acelerada... Não tinha a certeza que era ele, mas da maneira forte que o coração lhe bateu, só podia ser ele. Entrou no mar, sempre baixo. O dia estava a preparar-se para terminar. As águas estavam douradas e ela fascinada. O coração batia - pum! pum! pum! pum-pum! - era ele! Reencontrou-o! As ondas calmas afagavam a areia que ele pisava agora. Ela cansou-se de fugir e esperou que ele a abraçasse e tirasse dali, ao colo. O olhar dele era a coisa mais bela que jamais ela tinha visto, castanho e brilhante - aquele castanho brilhava mais do que nunca quando chocava com o verde dos dela.
A beleza não está onde uns e outros a vêem. Eu sei onde está a beleza. Está numa ruga que se ganhou por felicidade. Está numa folha que cai, castanha, no Outono. Está no sol que se põe ao fim da tarde e promete voltar.A beleza está na essência do nosso ser. Somos belos se assim o quisermos ser. Mostrar um sorriso de felicidade! Há coisa mais bela? Ou uma lágrima. É água, transparente e singela.
A beleza choca-me. Há fins de tarde que de tão belos que são - sol a pôr-se, céu alaranjado, nuvens escassas, brisa suave - parecem saídos de um livro fantástico.
A beleza está o amor. Na confidência. Na alegria. Na amizade. A beleza está lá fora. Do outro lado da janela - vida, é beleza. Se a beleza é perfeição, a vida é beleza.
Para a Fábrica de Letras
sábado, 23 de janeiro de 2010
Mudança

Vagueio por aí mas não saio do mesmo sítio.
O mundo muda mas tudo me parece igual e impossível de ser mudado. Acho mesmo que é. O que se altera é o momento do ciclo porque a vida é um ciclo, vicioso por vezes, uma dia é moda o castanho, um ano é moda o verde e corre as cores todas até chegar um dia de um ano em que volta a moda do castanho e achamos um máximo porque já não era moda desde a última vez em que o foi. Por isso, nada muda. No entanto mantenho-me fiel ao pensamento que não muda mas transforma-se. E mudar não é transformar? Não. Mudar é ficar diferente. Transformar é evoluir (ou pelo menos pretende-se que evolua porque também pode regredir).
Viajo por aí mas não saio do mesmo sítio.
As pessoas transformam-se mas parecem-me sempre as mesmas pois estou presente nessa transformação. Só não me parecem as mesmas no dia da transformação. Dois dias depois já são iguais, as mesmas de sempre! E não é assim com todos nós? Pois, eu sei que sim.
O mundo muda mas tudo me parece igual e impossível de ser mudado. Acho mesmo que é. O que se altera é o momento do ciclo porque a vida é um ciclo, vicioso por vezes, uma dia é moda o castanho, um ano é moda o verde e corre as cores todas até chegar um dia de um ano em que volta a moda do castanho e achamos um máximo porque já não era moda desde a última vez em que o foi. Por isso, nada muda. No entanto mantenho-me fiel ao pensamento que não muda mas transforma-se. E mudar não é transformar? Não. Mudar é ficar diferente. Transformar é evoluir (ou pelo menos pretende-se que evolua porque também pode regredir).
Viajo por aí mas não saio do mesmo sítio.
As pessoas transformam-se mas parecem-me sempre as mesmas pois estou presente nessa transformação. Só não me parecem as mesmas no dia da transformação. Dois dias depois já são iguais, as mesmas de sempre! E não é assim com todos nós? Pois, eu sei que sim.
Nada muda, tudo se transforma.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Rotina

Já não sei o que hei-de fazer
Para mudar esta rotina
Esta vida que nunca imaginei
Que pudesse ter
Cada lágrima parece ser
Mais um marco da minha sina
Algo que já é natural
E que se o contrário acontecer
Já não é normal da rotina
Pode não ser assim...
Mas parece!
Cada olhar ao céu
É mais uma prece
É o princípio e o fim
De algo que perturba em mim
O sentido de ser
E não há nada a fazer
A não ser...
Crer!
Que há-de tudo mudar
Que há-de haver mudança
Se ninguém mais acreditar
Serei eu a ter confiança!
Nada acaba no princípio
E este nem sempre
Parece estar no início...
Enganos da minha mente!
Que como todas, se engana
Mas a minha, que é só minha
E de mais ninguém, senão minha
Há-de descobrir a meta
Há-de descobrir o fim
Há-de ir para onde aponta a seta
E levar-me, a mim
Para fora da rotina
Que até já na minha retina
Está gravada
E já não a deixa fascinada
Com nada!
Para mudar esta rotina
Esta vida que nunca imaginei
Que pudesse ter
Cada lágrima parece ser
Mais um marco da minha sina
Algo que já é natural
E que se o contrário acontecer
Já não é normal da rotina
Pode não ser assim...
Mas parece!
Cada olhar ao céu
É mais uma prece
É o princípio e o fim
De algo que perturba em mim
O sentido de ser
E não há nada a fazer
A não ser...
Crer!
Que há-de tudo mudar
Que há-de haver mudança
Se ninguém mais acreditar
Serei eu a ter confiança!
Nada acaba no princípio
E este nem sempre
Parece estar no início...
Enganos da minha mente!
Que como todas, se engana
Mas a minha, que é só minha
E de mais ninguém, senão minha
Há-de descobrir a meta
Há-de descobrir o fim
Há-de ir para onde aponta a seta
E levar-me, a mim
Para fora da rotina
Que até já na minha retina
Está gravada
E já não a deixa fascinada
Com nada!
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Mas nem eu sei.

Há quem pense que não sou sempre a mesma pessoa. Por vezes sou inconstante e inconsciente. Por vezes sou a mais calma e ciente, de todos. À minha volta. Furacões podem correr o espaço por onde caminho que eu não desvio um centímetro a minha rota. À minha volta. Uma folha seca pode cair no meu caminho, se eu sentir que vale a pena levo-a pra casa comigo e deixo-a descansar. Se estivesse a ir pra um outro lugar, levo-a pra casa. Sim. Volto atrás. Trago comigo, no caminho, muitas folhas que já foram secas e hoje são verdes. Têm vida. Folhas que foram sonhos que tinham um fim à vista. Têm vida, agora. Folhas verdes que tornaram os meus sonhos reais. Não sou sempre a mesma. Conhecer-me não é fácil. Perceber-me muito menos. Não deixo? Não! Apenas não consigo! Mas posso fazer com que as folhas secas voltem à vida. Se me deixares. Deixas? Eu quero, não sei se posso, mas quero. Então querer não é poder? É se tivermos coragem de lutar para ter o poder de querer. Realiza-te! Não, eu não estou realizada, nunca vou estar! Já sabes. Sim, isso tu já conheces. Quero sempre mais. Nunca estou satisfeita. Psiuuuu. Sim, tu! Foste uma folha seca que caiu no meu caminho... Eu sei que estavas seca, seca, seca... Hoje será que te sentes verde? Viva? Presumo que sim. Levei-te para casa, voltei atrás no meu caminho e levei-te para minha casa. Vi-te a começar a ganhar vida. No início não querias. Sofri! Eu, dura, chorei... Como eu te tornei a cada dia mais verde, tu tornaste-me a cada dia mais eu. Mais de mim. Mais. Sou inconstante. Superficial. Fria. Inconsequente, que já deixou folhas verdes secarem. Mas sei que essas que secaram encontraram outro alguém que também lhes soube dar vida. Podiam querer não secar na minha mão, mas eu sei que era assim tinha que ser. E a ti, também houve quem te deixasse secar! Para que pudesse ser eu a por-te viva, verde, fresca. Feliz? Diz-me que sim. Folha verde que caiu seca no meu caminho. E eu. Quente. Também aprendi. Eu também aprendo. Eu não sei tudo. Ninguém sabe. Tu sabes? Sabes se gostaste de ser apanhada por mim? Ou estarias à espera de ser salva por um ninguém diferente do meu alguém? Furacão. Fui eu. Já fiz muitos. Passo por eles e nem me desvio. Tu sabes que sim. Dizes-me uma exagerada sem remédio. Uma lágrima fácil sem cura. Uma carente eterna.
Castanhos são os que me olham de cima a cima, de lado a lado, de baixo a baixo. São teus, os castanhos que contrastam com os meus verdes. Já falo outra vez em cores, nas das folhas de que te falei antes. Vivo sem dó e outras vezes com piedade. Gosto de dar e de receber. Vou apanhando folhas que ajudo a que fiquem verdes mas se sei que não valem o tempo de me baixar, deixo-as! Querem ser deixadas e pisadas! E tornarem-se pó! Querem? Sim querem! Então deixa-as! Eu deixo. Não sei parar de amar. Sou amante. Intensamente. Bruscamente. Num suspiro, fui tua minha folha que ajudei a esverdear. Tenho tanto para te dizer. Ainda. Tenho tanto para te contar. Ainda. Não sei por onde comecei nem saberei quando terminar. O meu caminho retrocedeu para casa no dia em que te apanhei. Julgaste-me tua. O meu caminho continuou no dia em que ficaste verde, viva. Vida. Vida. Vida! Só no dia em que voltaste para mim é que o meu caminho continuou! E foi tão dura aquela pausa... Tão dura. Mas água mole em pedra dura tanto bateu que furou e seguimos e continuamos hoje a seguir caminhos cruzados. Os nossos. Já nem são caminhos cruzados. São um só caminho. E fui eu que os cruzei e foste tu que os uniste. Num só. Sou eu. Achas que os outros me conhecem? Nem eu me conheço. Linhas. Preto no branco. Podiam ser escritas e nada de claro. Podiam ser rabiscadas. Com palavras. Simples. Sentidas. Talvez lhes dissessem alguma coisa mais clara os meus rascunhos. Sou eu. Pensas que me desconhecem? Não. Sou eu. Sabem que sou eu, mas não sabem quem sou eu. Tu sabes. Pensas que me conhecem? Não. Não conhecem. Pensas que sabem quem sou? Sabem porque me vêem de fora mas têm dúvidas porque não me sentem por dentro. E tu? Sentes? Sim. Então tu sabes. Mas nem eu sei.
Castanhos são os que me olham de cima a cima, de lado a lado, de baixo a baixo. São teus, os castanhos que contrastam com os meus verdes. Já falo outra vez em cores, nas das folhas de que te falei antes. Vivo sem dó e outras vezes com piedade. Gosto de dar e de receber. Vou apanhando folhas que ajudo a que fiquem verdes mas se sei que não valem o tempo de me baixar, deixo-as! Querem ser deixadas e pisadas! E tornarem-se pó! Querem? Sim querem! Então deixa-as! Eu deixo. Não sei parar de amar. Sou amante. Intensamente. Bruscamente. Num suspiro, fui tua minha folha que ajudei a esverdear. Tenho tanto para te dizer. Ainda. Tenho tanto para te contar. Ainda. Não sei por onde comecei nem saberei quando terminar. O meu caminho retrocedeu para casa no dia em que te apanhei. Julgaste-me tua. O meu caminho continuou no dia em que ficaste verde, viva. Vida. Vida. Vida! Só no dia em que voltaste para mim é que o meu caminho continuou! E foi tão dura aquela pausa... Tão dura. Mas água mole em pedra dura tanto bateu que furou e seguimos e continuamos hoje a seguir caminhos cruzados. Os nossos. Já nem são caminhos cruzados. São um só caminho. E fui eu que os cruzei e foste tu que os uniste. Num só. Sou eu. Achas que os outros me conhecem? Nem eu me conheço. Linhas. Preto no branco. Podiam ser escritas e nada de claro. Podiam ser rabiscadas. Com palavras. Simples. Sentidas. Talvez lhes dissessem alguma coisa mais clara os meus rascunhos. Sou eu. Pensas que me desconhecem? Não. Sou eu. Sabem que sou eu, mas não sabem quem sou eu. Tu sabes. Pensas que me conhecem? Não. Não conhecem. Pensas que sabem quem sou? Sabem porque me vêem de fora mas têm dúvidas porque não me sentem por dentro. E tu? Sentes? Sim. Então tu sabes. Mas nem eu sei.
domingo, 20 de dezembro de 2009
O Natal - experimentado
É a época de dar e receber. Dizem uns. É a época do consumismo. Dizem outros.
Todos vemos luzes nas ruas, luzes que fazem sonhar, luzes que fazem sorrir, luzes que fazem com que o frio que se sente pareça mais quente. Luzes. Iluminam-te a alma?
-Iluminam, porque penso que ainda há aquelas pessoas que se vestem a rigor para distribuir uma sopa quente por quem não tem. Para essas pessoas (qual coração grande!) é Natal todos os dias.
-Iluminam, porque sei que quando pus aquelas latas de comida e aqueles pacotes de arroz e massa no saco do Banco Alimentar contra a fome, vou fazer com que alguém sorria, um dia destes, nesta época.
-Iluminam, porque há quem aproveite para pedir desculpa, usando o pretexto de que é Natal e devemos estar de bem com quem gostamos.
Mas a vida não são só luzes.
Ser capaz de deitar 0,01€ ao chão e dizer "Bah, não serve pra nada!" e ao mesmo tempo não ser capaz de dar 0,01€ a alguém que precisa, não é ser coerente! Não é deixar que as luzes do Natal nos iluminem. Um cêntimo junto a muitos outros cêntimos vão ajudar algures, alguém que não tem a sorte de ter uma lareira acesa.
O Natal é símbolo de esperança. Muitas pessoas tentam ajudar os outros para se redimir consigo mesmas.
Voltando às luzes. Elas fazem os meus olhos reluzir como se eu estivesse em frente a uma fogueira.
Lembro-me do pior Natal da minha vida. Ele chegou bêbado a casa, atirou o prato das tradicionais batatas à parede, bateu nela e em nós. Chorei a noite toda. Não acreditei mais no Natal.
Gosto de receber um presente (todos gostámos) mas quando me perguntam o que quero para o Natal, eu nunca sei.
Se me puderem dar um dia de paz. Eu agradeço e fico tão feliz como se tivesse recebido o que nunca pensei ter.
Paz. O Natal é símbolo de paz! Sinto muito intensamente quando tenho paz em mim. Não imaginam! É tão intenso que sorrio sozinha no meu cantinho.
Gosto do simbolismo que lhe deram. Faz parecer a humanidade um pouco mais humana.
Gosto de comprar os bombons para a minha mãe que diz sempre que não era preciso mas com o sorriso de quem gostou do miminho. Mãe. Inevitavelmente se associa o Natal a maternidade, não viesse a palavra Natal de nascimento. Mãe. O Natal é da família.
Lembro-me dos melhores Natais da minha vida. Uma mesa cheia de gente, o meu avê com aquele rosto que nunca vou esquecer e eu a sorrir porque ganhei rebuçados a jogar ao par ou ímpar com a avó.
Amor. Amor. Amor. Deveria ser o motivo que move o mundo, mas não é. Amor. Amor.
É Natal, vamos amar.
É Natal, vamos reunir a família.
É Natal, vamos dar paz a alguém.
É Natal, vamos celebrar o bom que há em sermos humanos que é podermos ajudar os mais desfavorecidos.
É Natal, vamos iluminar a vida de alguém com um sorriso, iluminar as nossas casas porque aquece a alma.
É Natal, vamos ter esperança que melhores dias virão.
A grande festa do ano.
É Natal! Vamos vivê-lo!
Todos vemos luzes nas ruas, luzes que fazem sonhar, luzes que fazem sorrir, luzes que fazem com que o frio que se sente pareça mais quente. Luzes. Iluminam-te a alma?
-Iluminam, porque penso que ainda há aquelas pessoas que se vestem a rigor para distribuir uma sopa quente por quem não tem. Para essas pessoas (qual coração grande!) é Natal todos os dias.
-Iluminam, porque sei que quando pus aquelas latas de comida e aqueles pacotes de arroz e massa no saco do Banco Alimentar contra a fome, vou fazer com que alguém sorria, um dia destes, nesta época.
-Iluminam, porque há quem aproveite para pedir desculpa, usando o pretexto de que é Natal e devemos estar de bem com quem gostamos.
Mas a vida não são só luzes.
Ser capaz de deitar 0,01€ ao chão e dizer "Bah, não serve pra nada!" e ao mesmo tempo não ser capaz de dar 0,01€ a alguém que precisa, não é ser coerente! Não é deixar que as luzes do Natal nos iluminem. Um cêntimo junto a muitos outros cêntimos vão ajudar algures, alguém que não tem a sorte de ter uma lareira acesa.
O Natal é símbolo de esperança. Muitas pessoas tentam ajudar os outros para se redimir consigo mesmas.
Voltando às luzes. Elas fazem os meus olhos reluzir como se eu estivesse em frente a uma fogueira.
Lembro-me do pior Natal da minha vida. Ele chegou bêbado a casa, atirou o prato das tradicionais batatas à parede, bateu nela e em nós. Chorei a noite toda. Não acreditei mais no Natal.
Gosto de receber um presente (todos gostámos) mas quando me perguntam o que quero para o Natal, eu nunca sei.
Se me puderem dar um dia de paz. Eu agradeço e fico tão feliz como se tivesse recebido o que nunca pensei ter.
Paz. O Natal é símbolo de paz! Sinto muito intensamente quando tenho paz em mim. Não imaginam! É tão intenso que sorrio sozinha no meu cantinho.
Gosto do simbolismo que lhe deram. Faz parecer a humanidade um pouco mais humana.
Gosto de comprar os bombons para a minha mãe que diz sempre que não era preciso mas com o sorriso de quem gostou do miminho. Mãe. Inevitavelmente se associa o Natal a maternidade, não viesse a palavra Natal de nascimento. Mãe. O Natal é da família.
Lembro-me dos melhores Natais da minha vida. Uma mesa cheia de gente, o meu avê com aquele rosto que nunca vou esquecer e eu a sorrir porque ganhei rebuçados a jogar ao par ou ímpar com a avó.
Amor. Amor. Amor. Deveria ser o motivo que move o mundo, mas não é. Amor. Amor.
É Natal, vamos amar.
É Natal, vamos reunir a família.
É Natal, vamos dar paz a alguém.
É Natal, vamos celebrar o bom que há em sermos humanos que é podermos ajudar os mais desfavorecidos.
É Natal, vamos iluminar a vida de alguém com um sorriso, iluminar as nossas casas porque aquece a alma.
É Natal, vamos ter esperança que melhores dias virão.
A grande festa do ano.
É Natal! Vamos vivê-lo!
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